Conto Culinário
sábado, 16 de janeiro de 2010
Oficina de escrita
Conto Culinário
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Oficina de escrita...
Sílvia e Joana 7ºC
Bruna, n.º4; Bruna, nº5, Maria n.º 12, 7.ºC
Ainda a Princesa Aurora de Uma História de Espelhos, de Ana Luísa Amaral
Pai, peço muita desculpa, mas vou fazer o que queres, quero ter a minha liberdade!!! Não vou casar com quem queres, sou eu que escolho de quem gosto (se nós pudéssemos escolher de quem gostamos...): é o meu coração que manda. Quero casar com a pessoa que amo. Chega de seres tu a escolher por mim, a mandares em mim. Eu tenho direito a escolher,
Patrícia e Ana Raquel, 7.ºC
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
A propósito de Uma história de espelhos...
PAI: Mas isso é uma tragédia ,a nossa tradição prolonga há anos, há séculos, há milénios! E tu agora chegas aqui e queres mudar isto tudo de um momento para o outro ?
AURORA: Pai ,sabes que eu sempre adorei computadores e que o meu sonho e ser técnica de informática compreende o que sinto. Quero ter uma profissão.
PAI : Filha,mas tu não podes chegar aqui e mudar a tradição, isso seria uma vergonha para a nossa família, e eu não te perdoaria nunca.
Tatiana Oliveira, nº19, 7ºD
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Uma história de espelhos, de Ana Luísa Amaral
Pai, compreendo que segundo a real tradição, os pais é que escolhem os noivos para suas filhas, não é habitual as princesas terem emprego. Mas isto tem de mudar: todos temos o direito ao livre arbítrio. Eu quero escolher o meu próprio caminho!
Não quero ser mais uma ”dondoca”. Eu sou a Aurora, uma princesa do séc. XXI.”
Denise e Inês Isabel , 7.ºD
Pai, já estou farta de seres tu que escolhes tudo na minha vida: os meus amigos, o meu namorado, o meu noivo. Quantos anos pensas que eu tenho? Sete anos? Eu já tenho 18 anos e não sou propriamente uma criança, todas as minhas amigas podem escolher os namorados delas e eu, quando estou com elas, até me sinto mal. Tratas-me assim por ser um princesa?
Eu é que sei com quem eu vou namorar ou casar, e não estou muito incomodada com a tua opinião…
Iara Garcia e Inês Oliveira, 7.ºD
Pai, peço imensa desculpa, mas não vou cumprir a tua vontade.
Quero ter o meu próprio emprego e quero-me casar com a pessoa que amo, e não com a pessoa que tu queres. Espero que compreendas. Estamos no séc.XXI, e eu quero construir o meu próprio futuro e quero que te orgulhes de mim, Aurora, a princesa emancipada!
Renata Talento, 7.ºC
domingo, 10 de janeiro de 2010
As mãos naufragadas | Oficina de escrita
Oficina de Escrita a partir de Mãos Naufragadas...
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
As mãos naufragadas | Beatriz Hierro Lopes
As mãos naufragadas | Beatriz Hierro Lopes
Vendia luvas na rua. Cachecóis, quando havia tempo para os tricotar. Vendia calor para um Natal que se imaginava quente. Catarina, à espera do autocarro, ouvia-a: dizia, que gostava de esperar, que a espera a resguardava da chuva, protegendo as luvas e os cachecóis por vender. Tinha um nome e um sorriso, a mulher que todos os dias esperava. Fazia-o de pé. Vestida de negro, a pele e os olhos claros fundiam-se na sombra. Sem se saber onde ela terminava e a sua viuvez começava.
Vendo chegar o autocarro, levava aos bolsos as mãos naufragadas, em busca de consolo. Vazios, faziam-na sentir o corpo pesado. A alma pesada, dizia, ao abrir as palavras para que delas saísse luz. A filha mais velha (que não tricotava) faria anos daí a dois dias. Queria uma viola. Uma viola azul para cantar à noite. Mas naquele Inverno ninguém parara na rua para comprar calor à viúva.
Sentada no autocarro, num banco frio, contava histórias – de meninices antigas – embalando com o olhar uma tristeza doce. A casa onde vivia seria vendida: haveria sempre violas para dar às filhas. O marido, que morrera de imprevisto, nunca era tocado. Também ele tivera nome mas, pela boca da viúva, era tão-somente conhecido como o morto. O seu morto. Aquele que enterrara no quintal da sua casa, junto ao limoeiro.
Custava-lhe vender a casa: dizia-o, com pesar. Até os mortos se vendem.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
O Porto | João Pedro Mésseder

O Porto com seu granito
encarvoado pelo tempo,
o Porto com o seu mar
entrando pelo Douro dentro.
O Porto com suas varandas
de flores em ferro forjado,
de onde se vêem jardins
à espera de namorados.
O Porto com suas palavras
que sobem do coração,
o Porto com sua pronúncia
de quatro pedras na mão.
João Pedro Mésseder
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Oração do Limpa-Vias

santificado seja o Vosso sabor;
venha a nós o Vosso paladar;
seja feita à nossa satisfação,
assim no subway como no Uptown.
O arroz nosso de cada dia nos dai hoje;
(porque amanhã pode ser tarde)
queremos batatas, bacalhau e carne
mas não queremos parecer mal-agradecidos
e não deixeis cair o arroz em gorgulho,
mas livrai-nos da humidade.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Concurso de Leitura
Said e Sheila vivem, no ano 2075, no interior da Galiza, mas estão ligados em comunicação ao mundo global do passado. Uma gigantesca companhia transnacional, a C.U.B., tenta apoderar-se de todas as sementes de cereais existentes como parte de um plano para dominar toda a agricultura do planeta....Os livros estão à tua disposição (fala com o teu professor de Língua Portuguesa)
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Texto Jornalístico e Publicidade
Segundo a revista National Geographic menos de 2% da população mundial é ruiva natural, devido a uma mutação no norte da Europa milhares de anos atrás. A genética do cabelo ruivo é complexa já que um dos principais genes que determinam a cor do cabelo tem 40 variantes mas só 6 dão lugar ao vermelho. Por isso se os ruivos quiserem salvar a sua "espécie", deverão mudar-se para Escócia já que é estimado que 40% dos escoceses são portadores do gene "vermelho" e que 13% são ruivos naturais. (daqui)
Segundo os estudiosos, os ruivos poderiam desaparecer da terra antes de 2060, ainda que outros afirmam que o gene pode permanecer inativo durante gerações para depois voltar a manifestar-se.
Por culpa da globalização e principalmente da miscigenação este gene é cada vez mais raro, ainda que só necessite que um dos progenitores seja ruivo para poder transmitir esta característica, esta possibilidade aumenta exponencialmente quando ambos sejam ruivos.
A matéria da revista ainda afirma que em princípio o gene "vermelho" tinha como efeito benéfico aumentar a capacidade do corpo humano de sintetizar a vitamina D mediante a luz solar.
domingo, 1 de novembro de 2009
Concurso de Leitura
As obras tomadas como referência para as provas do Concurso Nacional de Leitura serão seleccionadas do seguinte modo:
Na 1ª Fase, e respeitando a autonomia das escolas, a selecção caberá aos professores que em cada agrupamento / escola forem responsáveis pela organização do concurso, devendo tal escolha ser comunicada à Biblioteca Municipal organizadora da Final Distrital. São as seguintes as obras seleccionadas na nossa escola:
Obras seleccionadas para as provas
- 8º ano: A Lua de Joana, de Maria Teresa Gonzalez;
- 9º ano: Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente;
- 10º ano: O Sonhador , de Ian McEwan
- 11º ano: O Velho que lia romances de Amor, de Luís Sepúlveda
- 12º ano A cidade dos Deuses Selvagens, de Isabel Allende
Concurso de Leitura
domingo, 25 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
Amanhã Aconteceu ! | Alexandre O'Neill
Que é notícia?
Um hoje que nunca é hoje,
um amanhã que é já ontem
entre ontens que se perdem
no anteontem dos anos
no tresantontem dos lustros...
Que é notícia?
Amanhã acontecido,
notícia é sempre um depois,
é um a viver vivido...
Que é notícia?
Notícia é devoração!
Aí vai ela pela goela
que há-de engolir tudo e todos!
Aí vai ela, lá foi ela!
Nem trabalho de moela
retém notícia...
Notícia sem coração!
Que é notícia?
Cão perdeu-se! Por que não?
Cão achou-se! Ainda bem!
Ainda melhor, por sinal,
se o cão perdido e o achado
forem um só e o mesmo
«lidos» no mesmo jornal!
Que é notícia?
Damos notícia um ao outro
do nosso interesse comum.
Fui Cavalheiro amanhã.
Ontem Senhora serás.
Como eu não há nenhum!...
Que é notícia?
Quando o primeiro tortulho
se abre no céu (silhueta
que em símbolo se tornará)
onde estou, estouvava eu?
Estava com a tia Henriqueta...
Que é notícia?
Fechada para balanço,
tia Queta dormitava.
Com a folhinha nos joelhos,
do tortulho, que treslera,
já em feto se engelhava...
Que é notícia?
Das convulsões deste mundo
dava meu pai a versão:
- Ailitla por toda a Europa...
O guarda-roupa, meu filho,
varia, a tragédia não...
Que é notícia?
O bom do velhote ia
na terceira dentição...
Que é notícia?
Alcatruz que se abalança
a tornar à sua água?
Já o de Éfeso sabia:
não se molha duas vezes
o lenço na mesma mágoa...
Que é notícia?
Notícia em primeira mão
na minha mão infantil:
o papagaio empinado
no claro céu da manhã,
meu jornal publicado
por cima de tanto afã...
Mas terá sido notícia?
Que é notícia?
Alexandre O'Neill
De Ombro na Ombreira (1969)
In Poesias Completas
Lisboa, Assírio & Alvim, 200




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